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INFORMATIVO OBS/RMM/UEM

A REGIÃO METROPOLITANA DE MARINGÁ (RMM) E A EPIDEMIA DE CORONAVIRUS (COV19).

 

NOTA TÉCNICA AOS PREFEITOS DA REGIÃO METROPOLITANA DE MARINGÁ-PR                       Maringá-PR, 31 de março de 2020.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

na região metropolitana de Milão, com especial destaque em Bergamo,  que  forma  parte da aglomeração urbana em torno da capital metropolitana da região da Lombardia.

Do mesmo modo, no caso de Wuhan, se trata de uma região metropolitana, altamente conurbada, com mais de 10.000.000 de habitantes, cuja capital é um importante centro de transporte, com dezenas de ferrovias, estradas e rodovias que percorrem a cidade e se conectam com outras grandes cidades do entorno.

Assim, com um alto fluxo permanente dos movimentos pendulares, bem como de contiguidade entre as manchas urbanas. No caso de Madrid e Barcelona, também se verifica que se trata de uma problemática de caráter regional e não de fatos vinculados, exclusivamente, a essas cidades.

Veja-se que um dos aspectos da globalização, além das redes de conexões a escala planetária, foi também o intenso processo de regionalização, ou seja, o desenvolvimento de centros urbanos especializados seja em comércios e serviços, com caráteres metropolitanos; isso, também, a escala global.

Ainda que seja correto entender, que tal processo de metropolização era uma tendência, a mesma foi fortemente intensificada nos últimos 20 anos, produto, de uma maior concentração de estruturas econômicas, notadamente, de tecnologia, educação e saúde, além da potencialização das sinergias locais.

Nesse contexto, a questão mais recente, que estamos observando, é a espacialização dos casos do coronavírus em Nova York. Novamente, pelos dados disponíveis, não se trata da cidade, mas da região metropolitana, na qual operam dinamicamente mais de 10.000.000 de pessoas, e configura junto com a região metropolitana de Washington a megalópole conhecida como “BosWash” com mais de 49.000.000 de pessoas sendo a mais importante região geoeconômica dos Estados Unidos, com uma densidade populacional de 359 pessoas por quilômetro quadrado.

Assim, quando se analisa a expansão do coronavirus para o caso da região de Nova York, os dados mostram que há uma taxa de crescimento exponencial, ou seja, um número crescente de pessoas vão ficar doentes.

Portanto, os dados mais relevantes, para análise territorial da pandemia, estão associados com a taxa de crescimento da doença, número de casos, densidade da população na região afetada e população mais vulnerável ao vírus, e não somente por dados de cidades isoladas, mas por região metropolitana, ou território de aglomeração, haja vista que se trata de uma contaminação que ocorre segundo o Ministério da Saúde, por transmissão de uma pessoa doente para outra ou por contato próximo por meio de: “o toque do aperto de mão é a principal forma de contágio; Gotículas de saliva; Espirro; Tosse; Catarro; Objetos ou superfícies contaminadas como celulares, mesas, maçanetas, brinquedos e teclados de computador etc.” Sendo justamente, essas as condições estimuladas no processo de movimento pendular de caráter regional.   

   

Destes fatos decorre a nossa preocupação social, técnica e científica a respeito do cenário da evolução de uma crise sanitária na Região Metropolitana de Maringá (RMM), uma vez que se trata de uma região composta por 26 municípios, segundo a Estimativa Populacional do IBGE (2019), com mais de 820 mil moradores, sendo Maringá a sede, onde se concentram 85% da economia da região e 80% dos postos de trabalho.

Isso faz com que ocorra um intenso movimento pendular, com 95.000 (noventa e cinco) mil pessoas saindo dos municípios onde residem, para trabalhar ou estudar em outro. Destas, mais de 70.000 (setenta) mil pessoas vêm todos os dias para Maringá e o restante, 25.000 (vinte e cinco) mil circula entre o seu município de moradia para os demais da região, em especial para Sarandi que recebe 3.500 pessoas e, Jandaia do Sul, 3.000 mil pessoas de outros municípios diariamente.  

Outra preocupação central no âmbito regional, em relação ao Covid 19, cuja informação pode subsidiar o enfrentamento da epidemia, diz respeito ao tamanho da população de idosos. O Censo de 2010 mostrou que havia 89.032 pessoas idosas, o que significava 12,4% do total populacional da RMM. Ao analisar os dados da Estimativa do IBGE para 2019, verifica-se um aumento de quase 14%, que resulta numa população idosa atual de 101.434 pessoas na região, fato que por si já justifica as medidas atuais de isolamento social.

Diante do exposto, entendemos que há uma necessidade urgente para estabelecer uma plataforma institucional de diálogo entre os poderes públicos municipais, integrantes da RMM, como forma de articulação, para o enfrentamento dos efeitos imediatos do Coronavirus, bem como para fins de projetar soluções conjuntas ao desenvolvimento econômico e social após a pandemia.

 

                      Dra. Ana Lúcia Rodrigues                                                                                Dr. Jorge Ulises Guerra Villalobos

      Coordenadora do Observatório das Metrópoles                                                   Pesquisador do Observatório das Metrópoles

                          Núcleo UEM/Maringá                                                                                             Núcleo UEM/Maringá

Até o presente momento, a grave crise da pandemia do coronavírus que afeta o  mundo, tem sido dimensionada através de relatórios médicos, principalmente, dos óbitos e contaminados por cidades.

Ocorre, que observada a distribuição geográfica desses fatos, podemos verificar que eles se concentram em regiões geográficas ou aglomerações urbanas, não exatamente em cidades, como se estas fossem ilhas. A questão é que pelos dados que dispomos, parece que quando se contam os primeiros casos de coronavirus, a população ou agentes públicos consideram, somente, o tamanho da população da cidade, porém, à medida que a epidemia avança é o tamanho da população da região metropolitana que determinará a magnitude dos efeitos.

Veja-se que se fala da cidade de Milan, como se os efeitos devastadores fossem somente nessa cidade, quando na verdade, os efeitos estão sendo

 

 

 

SUGESTÃO DE LEITURA

 

WUHAN NO ISOLAMENTO DO CORONAVÍRUS

 

Este livro, uma coleção de relatórios e artigos de uma ampla gama de cobertura da mídia que registra este período inesquecível da História, será publicado em chinês e inglês como parte de nosso esforço para oferecer aos leitores nacionais e internacionais uma imagem completa da batalha da China contra o vírus.

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Resultados da pesquisa sobre população em situação de rua em Maringá

A maioria das pessoas em situação de rua em Maringá é homem, negro e com baixa escolaridade. É o que aponta a pesquisa “A População em Situação de Rua em Maringá: Desconstruindo a Invisibilidade”, realizada pelo Observatório das Metrópoles.

No dia 09 de dezembro, os resultados do levantamento foram apresentados durante uma audiência pública que contou com a participação da comunidade, secretários municipais e representantes de instituições e entidades voltadas para o atendimento de pessoas em situação de rua.

Nesta 5ª edição, a pesquisa mostrou que a população de rua aumentou 27% na cidade em relação a 2018. Foram abordadas 450 pessoas em situação de rua, das quais 294 foram entrevistadas e 156 se recusaram a responder as perguntas. Desse total, 48% estavam em centros de acolhimento e 52% na rua.

O número de pessoas em centros de acolhimentos abordadas pela pesquisa vem aumentando desde 2017. No ano passado, por exemplo, 41% estavam em centros de acolhimento e 59% na rua. De acordo com a análise comparativa dos cinco anos, o albergue é frequentado por 18% dos que estão na rua, mas o local onde a maioria dorme é na calçada (36%). Outro dado que chama atenção é que 43% estão em situação de rua há no máximo um ano.

Desde 2015, quando houve a primeira edição da pesquisa, o número de moradores em situação de rua aumentou 84%. No entanto, esse crescimento vem acompanhado de outra realidade: 93% gostariam de sair das ruas. Para deixarem essa situação, eles apontam como motivações emprego, tratamento, família e moradia.

Para a coordenadora do Observatório das Metrópoles Núcleo Maringá, Ana Lúcia Rodrigues, a pesquisa mostra que as pessoas em situação de rua são o retrato da desigualdade social no Brasil.

População em Situação de Rua em Maringá: etapa preparatória e coleta de dados da quinta edição da pesquisa iniciam neste mês

O Observatório das Metrópoles Núcleo UEM/Maringá realiza neste mês a etapa preparatória e inicia a coleta de dados da quinta edição consecutiva da pesquisa “A População em Situação de Rua em Maringá: Descontruindo a Invisibilidade”. A análise comparativa do estudo realizada no ano passado, revelou ampliação de 61% dessa população comparada a 2017. A expectativa para esse ano é de novo aumento.

Conforme a coordenadora do Observatório das Metrópoles Núcleo UEM/Maringá, Ana Lúcia Rodrigues, nas reuniões preparatórias da pesquisa já foi possível identificar, por meio de relato dos profissionais que atuam na política de atenção a essa população no município, que houve recente crescimento de demanda por atendimentos.

“Essa informação justifica a expectativa da pesquisa registrar em 2019 um possível aumento da população em situação de rua em Maringá. Tal como ocorreu em 2018, as pessoas continuam sendo impactadas pelo desemprego e, na ausência de outra alternativa, acabam vivendo em situação de rua”, afirma Ana Lúcia.

A preparação dos pesquisadores envolve debater essa expectativa e também outros aspectos, como: orientações de abordagem aos pesquisados; apresentação da metodologia da pesquisa; estudos relacionados ao questionário de pesquisa, aos mapas de trajetos das ruas da cidade e unidades de serviço de acolhimento onde serão feitas as coletas de dados; apropriação dos resultados da análise comparativa das quatro edições anteriores.

Na tarde desta quinta-feira (17), a equipe de pesquisadores que recebeu treinamento foi formada por alunos do curso de Serviço Social da UEM (Câmpus Regional do Vale do Ivaí – Ivaiporã/PR).

Confira mais informações: https://observatoriodasmetropolesmaringa.blogspot.com/2019/10/populacao-em-situacao-de-rua-em-maringa.html?fbclid=IwAR1eK2pw6c8gAiX26RB_3wLlMHu4ic86DZuVV2t6FNo_c8i_AX9ly4BaK0I

Profissionais do Centro Pop e Observatório das Metrópoles ministraram a formação.

Alunos do curso de Serviço Social da UEM participaram do treinamento para atuar na pesquisa.

 
 
 
 
Tarifa zero no transporte coletivo em discussão na revisão do Plano Diretor de Maringá

O Observatório das Metrópoles participou de todas as etapas de audiências públicas de debate para a revisão do plano diretor de Maringá. Nas reuniões apresentou a tese de tarifa zero no transporte coletivo, a qual foi acatada e entrará nos debates da terceira etapa do processo de Revisão do Plano Diretor. Saiba mais em: https://www.observatoriodasmetropoles.net.br/tarifa-zero-no-transporte-coletivo-em-discussao-na-revisao-do-plano-diretor-de-maringa/?fbclid=IwAR1lY3CZaxeO_iPwtmyzq3U416EMC4eebxT6g0fDOqLYbFnKHP9tLJ8OKfo

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Este relatório apresenta os resultados da pesquisa “Pessoas em Situação de Rua em Maringá-PR: Descontruindo a Invisibilidade”, uma atividade desenvolvida pelo Observatório das Metrópoles Núcleo UEM/Maringá com apoio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SASC) e participação ativa do da equipe de profissionais da Centro POP de Maringá.

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No livro Metrópoles Brasileiras: síntese da transformação na ordem urbana, lançado no dia 10 de abril, os pesquisadores do Núcleo UEM/Maringá do Observatório das Metrópoles, Ana Lúcia Rodrigues e Paulo Roberto de Souza, escreveram o Capítulo 13 Maringá: a ordem urbana na região metropolitana de Maringá:planejamento que produz segregação.
CONFIRAM!!!!

 

Ensaio retrata a segregação e a discriminação do espaço urbano

A questão habitacional, a segregação e a discriminação do espaço urbano no Brasil a partir da observação da cidade de Maringá é a reflexão presente no ensaio fotográfico “A cidade que acorda e a cidade dorme: a invisibilidade da população em situação de rua”, das pesquisadoras do Observatório das Metrópoles Núcleo UEM/Maringá, Ana Lúcia Rodrigues, Pollyana Larissa Machiavelli e Priscila de Almeida Souza, publicado na revista eletrônica de estudos urbanos e regionais E-metropolis, edição 3, de junho 2018. Confira o ensaio fotográfico no link: http://emetropolis.net/artigo/254?name=a-cidade-que-acorda-e-a-cidade-dorme

Observatório das Metrópoles e IPPLAM iniciam parceria para subsidiar planejamento urbano

O O Observatório das Metrópoles Núcleo UEM/Maringá e o IPPLAM (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Maringá) promoveram na tarde de segunda-feira (11/06) a primeira reunião com os seus representantes para efetivação de parceria, cuja finalidade é o compartilhamento de pesquisas científicas para subsidiar debates e elaboração de políticas públicas relacionadas ao planejamento urbano e gestão territorial do município de Maringá.".

 

Observatório das Metrópoles promove diálogo sobre uso e ocupação de solo nas áreas de manancial de Mandaguari

 

O Observatório das Metrópoles Núcleo UEM/Maringá (CNPq/INCT), com o apoio da Prefeitura de Mandaguari, promove nesta terça-feira e quarta-feira (05 e 06 de junho) um diálogo sobre as áreas de manancial do município, ou seja, a respeito da captação de água e ocupação do solo. O objetivo da discussão, com todos os cidadãos presentes, é subsidiar a elaboração de diretrizes para o planejamento de uso e ocupação do solo. 

Observatório das Metrópoles realiza lançamento de novo programa de pesquisa

 

O Núcleo Maringá/UEM do Observatório das Metrópoles lança oficialmente o novo programa de pesquisa intitulado “As Metrópoles e o Direito à Cidade na inflexão da ordem urbana brasileira”. O projeto integra a Rede Nacional de Pesquisa Observatório das Metrópoles no âmbito do Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT/MCT&I/CNPq). A ação de lançamento ocorreu na noite do dia 29 de novembro, durante o V Seminário Segregação e Crescimento Urbano na Região Metropolitana de Maringá. Com a presença dos pesquisadores locais, alunos de graduação e pós-graduação, representantes de entidades representativas da sociedade e do poder público local, o professor doutor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e integrante da coordenação nacional da Rede Observatório das Metrópoles, Luiz Cesar de Queiroz Ribeiro, ministrou a palestra "Como se governará as cidades na inflexão ultraliberal da ordem urbana brasileira?".

 

Observatório das Metrópoles apoia elaboração de Programa Piloto de Habitação de Interesse Social

 

Na manhã desta sexta-feira (1), integrantes do Grupo de Estudo de Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social (GEATHIS) apresentou oficialmente na Secretaria de Planejamento e Urbanismo de Maringá a fase inicial de elaboração do Programa Piloto de Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social. O intuito é utilizar a proposta como subsídio científico e jurídico, por meio da Lei Federal 11.888 de 2008, para assegurar no município assistência técnica pública e gratuita às famílias de baixa renda para o projeto e a construção de habitações de interesse social. A ação tem o apoio do Núcleo UEM/Maringá do Observatório das Metrópoles.

 

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